Trilhando meu próprio caminho

23.9.19

Numa frequência considerável de vezes, me flagro olhando para tudo que tenho vivido - ou deixado de viver - e me questiono se estou trilhando o melhor caminho. As escolhas, as renúncias, as frustrações, a energia que dedico à cada coisa... e se não for o jeito certo? E se essa estrada levar a lugar nenhum? Será que daria tempo de voltar? Não seria melhor cortar caminho por alguma trilha paralela mais curta que esta longa e tortuosa estrada?

Como se essa angústia não bastasse, também têm sido inevitável não reparar no caminho das pessoas que me cercam: familiares, amigos e colegas de faculdade, me questionando se a maneira com que conduzem suas vidas não é bem mais eficaz que a minha. Pior do que encarar as comparações é administrar as cobranças que existem há tanto e vêm de todos os lados. No entanto, a cobrança que mais dói é a nossa, e está sendo cruel olhar para quem sou e me sentir uma fracassada, achar que fiquei para trás nessa corrida.

Alguns dias são sufocantes, paralisantes e assustadores.

Por vezes, consigo emergir desse mar de medo e nos segundos em que os meus pulmões enchem-se de ar e esperança novamente, tudo que eu mais quero é nadar contra a corrente, trilhar meu próprio caminho, escrever minha própria história e me alegrar pelo simples fato de estar seguindo o meu coração, independente de para onde ele esteja me levando. Já experimentei esta sensação antes, sabe? De ouvir aquela voz dentro de mim me guiando a fazer tudo da forma que me sinto mais tocada, mais real e coerente. No final, tudo isso torna a tragetória mais leve, pois não há nada melhor do que estar em paz com as próprias escolhas e saborear sozinho o agridoce das lutas que se lutou com presença e segurança.

E assim vou tentando não enlouquecer, tentando não me frustrar com o que me acontece agora e me manter firme naquilo que acredito ser o melhor para o meu futuro, dos planos até a execução.

Isso é tudo que eu sempre quis, a vida inteira, em cada átomo do meu corpo. Apenas trilhar o meu próprio caminho, lutar as lutas que escolhi, renunciar as tantas que não me importam, dar cada passo guiada pelo incontestável instinto de ser feliz e ser quem eu sou. Me conhecer e me rimar, me levar ao limite de mim mesma. Viver sem dar ouvidos às expectativas que me sufocam, aos gritos que me ensurdecem e apenas dar voz ao coração.

E no final, se ainda assim nada saísse como o esperado, morreria em paz por não ter me rendido às trilhas paralelas que até poderiam me levar longe, mas também me afastariam de mim. E de nada adiantaria ter tudo e não ser nada.

Que tal esses?

2 comentários

  1. Oláá, adorei o seu blog e já o segui, gostava de convidar-te a visitar e a seguir o meu de volta <3

    pimentamaisdoce.blogspot.pt

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  2. Me identifiquei muito com o texto. Por vezes eu me pego olhando para trás no meu caminho e comparando ele com o de pessoas próximas a mim, mas aprendi que nessas horas é melhor olhar pra frente e perceber como ainda tenho o que andar nessa vida. É como vc disse, se utilizassemos caminhos paralelos, estaríamos nos perdendo de nós mesmos.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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"Devemos sempre acreditar que, por mais difícil que seja, lutar por aquilo que queremos não é perda de tempo."

- Anne Ferreira