Aleatoriamente

16.3.15


Não quero dizer mais que duas ou três palavras, não quero escrever para parecer uma poeta. Escrevo apenas para que essas 4 minutos que faltam para as 09:00 passem logo, pra que a demora seja mais leve que o aperto no meu peito agora. Escrevo porque talvez eu tenha escrito pouco e lido mais e ler nunca é o suficiente pra esvaziar o coração da gente. Tem que escrever. Escrever despreocupada com os parágrafos, as vírgulas e os pontos. Danem-se todos eles. Sempre achei mais legal escrever loucamente, sem parar pra pensar, sem pensar em parar. Pai eu não quero ser poeta, só quero ser meio louca e escrever nesse pedaço de papel, que há muito tempo não é de papel, o que eu quero ser.

O Código de verificação é inválido, por favor, tente novamente.

Odeio filas de banco mas gosto do jeito que elas funcionam fazendo os últimos serem os primeiros, tipo eu. Uma ficha adianta a vida. Mesmo assim odeio bancos, tem cara de um lugar que todos vão pra resolver problemas e se estão ali é porque tem um. São muitas pessoas, muitos problemas e eu sempre estou entre elas. Minha mãe não vai mais comigo para esses lugares, ela diz que eu mesma tenho que resolver, já que sou sempre eu que arrumo tantos problemas assim, mas eu nunca fui boa em matemática e não conto o troco. 

Na rua estava tendo um protesto de funcionários públicos que estão putos da vida com o governo. Olhei para o meu reflexo da vitrine da loja de chocolates e vi que eu estava vestindo a mesma blusa que usei nas eleições. Listras brancas e vermelhas. 13. Sempre soube que esse número dava azar e a culpa daquelas pessoas estarem gritando no sol quente era minha também. Minha mãe sempre está certa, mas não sei como resolver esse problema. 

Mais adiante na caminhada, encontrei minha antiga professora de Gramática e Redação e me perguntei o que ela acharia desse projeto de texto incoerente e desestruturado. Pelo menos eu escrevo certo. Acho que ela estava indo ensinar outros "jovens", como ela mesmo fala, a escrever textos coerentes e estruturados, mas mal sabe ela que o bom é escrever assim. 


Agora já estou em casa vestindo novamente a minha camisola e ouvindo o CD da Igreja, todos os dias ouvimos ele. "Sem medo algum, se amem mais", é o que diz a canção, mas eu sempre tenho medo de amar. A música mudou, "Na ausência de respostas eu procuro compreender, há razões que só a fé pode entender". Acho engraçado como esse CD sempre toca a música certa na hora certa. Sexta feira já está chegando e sei que minha fé será renovada e então eu entenderei tudo.


Cansei de falar sem parar, mas lembrei que não estou falando. Mesmo assim, cansei. Juro que um dia vou parar de falar aleatoriamente, mas esse dia não é hoje. Hoje eu não tô afim de ser poeta, mas ainda tenho que dizer isso a meu pai. Gosto dos poemas de Paulo Leminski e queria ser poeta como ele, mas lembrei que não quero não. Poeta vive de que? Se for de problemas, posso até tentar. 

O Código de verificação é inválido, por favor, tente novamente. Odeio o site do FIES e não tenho grana pra pagar a faculdade.

Que tal esses?

2 comentários

  1. Gostei muito do seu texto mesmo ele sendo assim meio desestruturado haha. Nunca tinha lido algo parecido, achei muito criativo! Beijosss

    botasbatidasblog.blogspot.com

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    Respostas
    1. Hahaaa, que bom que alguém gostou dessa loucura! É muito libertador escrevr sem se preocupar com regras de texto :D

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"Devemos sempre acreditar que, por mais difícil que seja, lutar por aquilo que queremos não é perda de tempo."

- Anne Ferreira