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Série da vez: Ordem na Casa com Marie Kondo

Sabe a Marie Kondo? Aquela japonesa simpática que dá várias dicas de organização? Tudo bem, eu também não li o livro "A mágica da organização" que ela escreveu, mas já ouvi falar sobre e achei bem interessante o método que ela usa. Como uma resposta do universo ao meu desejo de arrumar meu quarto - e consequentemente minha vida - nesse ano novo, a Netflix lança a série Ordem na casa com Marie KondoÉ pra isso que eu pago internet!

Não hesitei a começa-la, mas não imaginei que seria tão leve. 

A série conta com oito episódios e em cada um ela visita uma família diferente em todos os seus aspectos e necessidades, mas com o mesmo propósito: dar um jeito na tremenda bagunça que acumularam durante anos. É lindo ver o modo como as pessoas vão se descobrindo, descobrindo a família e a própria casa na medida em que organizam tudo. Mais que arrumação - de uma forma prática e objetiva - a consultoria da Marie vai nos mostrando como as coisas que mantemos ao nosso redor tem o poder de influenciar em quem somos, nos entristecendo e deixando ansiosos ou nos alegrando e deixando leve.

De alguma forma, associei organização a decoração, então acabei achando que a série trataria sobre isso também, mas estava enganada. Marie não ensina as pessoas a decorarem suas casas, muito menos dá ordens do que devem jogar fora ou não. Sua dica é muito simples: fique apenas com o que te faz feliz. Marie nos propõe a sentir (fisicamente e espiritualmente) cada um dos nossos pertences e avaliar se eles nos fazem feliz ou não, e então dá dicas clássicas de organizar de maneira mais eficiente e que ocupe menos espaço.

Por tudo que assisti e consegui reproduzir dentro do meu próprio quarto agora, as maiores lições da Marie Kondo são sobre te permitir entender o seu espaço. Ela chegou em casas que a pilha de roupas quase chegava ao teto, ou os cômodos estavam entupidos de objetos que a impediram até de ver o carpete, mas ela não julgou nenhuma dessas pessoas, apenas abriu uma chave para que se questionassem o que queriam levar para o futuro .

Além de ser muito fofa e sorridente, a maneira respeitosa e pouco invasiva com que trata os pertences das pessoas mostra um outro lado da organização, não como alguma coisa chata e cansativa, mas como um meio de nos conectarmos com que fomos, quem somos e quem queremos ser.

Pode parecer bobagem, mas considero que assistir a essa série tenha contribuído um pouco mais para o meu crescimento pessoal. Adquirir responsabilidade comigo e com o que quero para o meu futuro inclui ser responsável com tudo o que tenho, inclui me sentir feliz e acolhida com o que enxergo ao meu redor.

Vocês já tiveram a sensação de que a vida não vai dar certo se você não arrumar aquela gaveta de papéis hoje? Ou que o furacão que passou dentro do seu guarda roupa e a cama desfeita tornam seus dias ainda piores? Talvez seja um sinal terrivelmente adulto, mas penso muito sobre isso agora. Se a vida dentro do meu quarto não estiver funcionando, nada fora dele vai estar.

Então, se você quer começar o ano com o pé direito e sendo mais organizada, indico muito que assista Ordem na Casa com Marie Kondo, disponível na Netflix. Ah, não se esquece de deixar aqui nos comentários se você gostou do post e o que achou da série, caso vá assisti-la ou já assistiu. Beijos!
2abc

Inspiração: Cabelos ondulados que te farão desistir do alisamento e da chapinha

Finalmente a auto aceitação e o pertencimento estão na moda: vai mundo! Não é nenhuma novidade, mas sim um fato bem notório, que uma grande (grande mesmo) parcela de mulheres tem aderido à forma, textura e curvatura natural do cabelo, deixando completamente de lado a dependência da chapinha e dos diversos procedimentos que alisam os fio de forma "definitiva". Esse processo está sendo generoso com todas: crespas, cacheadas, onduladas... todo mundo quer sentir a liberdade de sesentir bonita com o cabelo que tem.

Mas antes disso tudo acontecer, se você é do meu time de onduladas, as chances de ter penteado os cabelos várias vezes ao dia e ter alisado os fios com a chapinha ou progressiva durante anos, são de 90% (dados do IBGE da minha cabeça). Eu defino essa curvatura como uma tela em branco: dá pra alisar com facilidade e dá pra cachear também. O problema é que na maioria das vezes nos acorrentamos à primeira opção.

A minha história com meu cabelo é bastante longa e cheia de mudanças, por isso vou escrever um post só sobre esse assunto. Por ora, deixo aqui registrado que a melhor coisa que me aconteceu esse ano - quiçá na vida - foi ter aprendido a aceitar e lidar com meu cabelo. Ter entendido o que ele precisa e como funciona virou uma chave mágica dentro de mim.

Mas essa história fica pra depois, então chega de falatório! Toda ondulada merece inspirações maravilhosas para perceber que dá sim pra manter a juba linda e sob controle. Trouxe essas aqui pra vocês <3

Aff, eu tô babando! Dá pra ser mais perfeito que isso? O mais legal é que algumas texturas permitem cachos maiores, outras menores, mais definidos, menos definidos, raiz lisa, raiz ondulada... Essa gama de possibilidades é maravilhosa! Percebo que não preciso (e talvez nem seja possível) buscar ter o cabelo igual ao de uma mana dessas, mas vê-las me inspira a entender o meu fio, encontrar a minha própria maneira de ser ondulada. Impossível não se sentir pertencente.

Se vocês conhecem alguma dessas meninas, deixem o instagram delas aqui nos comentários. Dessas aí, só conheço a rainha @vicfmartins, que foi a maior das responsáveis por esse meu processo de aceitação. Ah, e esse post é apenas uma pequena amostra, viu? Lá no meu Pinterest tem uma pasta exclusiva e recheada de onduladas.

Espero que tenham gostado! Deixem aqui nos comentários qual a curvatura dos seus fios, se pensa em passar por transição, se já passou, como é que foi... ou qualquer outro papo massa sobre cabelo. Beijos!
comportamento

Tenho deletado pessoas

Fenômenos sociais recentes, aka política, me levaram a questionar a razão pela qual mantenho em meu meio social pessoas que não conheço, não gosto, nunca fui amiga e nunca serei. Até pouco tempo atrás, eu tinha a mania safada de ver uma pessoa na rua e querer adicioná-la no facebook, saber que fulano é primo de beltrano que é conhecido da minha colega e então seguí-lo no instagram... Coisas desse gênero, sabe? Mas, acrescentando um tanto de criticidade à esta psicopatia cibernética e busca irresponsável por números, percebi que a internet é mais tóxica e perigosa do que eu poderia imaginar.


As redes sociais tem substituído cada vez mais as trocas sólidas de afeto e interação social. As pessoas que você conhece, não conhece da academia ou da faculdade, mas sim do instagram; não se paquera o crush na balada, curte-se uma foto antiga do feed dele; você não conversou com sua amiga sobre aquele B.O. na sua vida, mas mandou um meme resumindo o assunto. Tem sido assim com todos nós, não adianta negar.

Nesse compasso, o instagram virou o palco da maioria esmagadora do meu contato com o mundo exterior: conversava nos stories, adicionava dezenas de hashtags aàs minhas fotos, pensava e produzia conteúdo, vibrava com cada novo seguidor. É um ciclo vicioso, um buraco negro que vai te sugando pra dentro dele. Somente quando percebi que aquele inocente aplicativo havia se tornado um ambiente tóxico e capaz de incitar todo tipo de angústia e asco em mim, comecei a entender que a internet também exige seus filtros de tolerância

Então tenho pensado assim: se minha timeline fosse uma sala trancada cuja chave está perdida, quem eu realmente gostaria que estivesse preso aqui comigo? A companhia de quem seria realmente agradável e menos penosa? Assim, enxergando as pessoas além de números, percebendo que todo mundo carrega uma carga energética, seja ela negativa ou positiva, e que o que os olhos veem o coração sente (muito!), pude me desprender do lixo digital que nos tornamos.

Não há mais espaço para pessoas que não me agregam sentimentos positivos, bem como também poupei muitos mais da minha presença enxerida - quiçá desagradável - em seus cantinhos da internet. Voltei a usar minha rede como um espaço privado, longe de olhares curiosos e desconhecidos, desfrutando do sabor antigo de não querer ser vista ou lembrada, e fugindo de qualquer compromisso de transformar minha vontade de comunicação em algo que exija a atenção e a aprovação de todo mundo.

O que eu achava que iria me custar números vultuosos, engajamento, alcance, interação e todas essas coisas insanas que o instagram nos faz acreditar serem necessárias, me custou, na verdade, muita paz. Eis um exercício digno de muitas repetições. "Super indico, beninas".

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Quote #1

"Devemos sempre acreditar que, por mais difícil que seja, lutar por aquilo que queremos não é perda de tempo."

- Anne Ferreira