pessoal

Sobre Janeiro - novos hábitos, repensando estilo de vida e formatura

1/12 e lá se foi janeiro. 
Vou tentar manter esse hábito de ao final de cada mês escrever uma breve balanço de tudo que me aconteceu. Relevância:? Talvez nenhuma, mas vai ser bom poder parar por aqui e relembrar tudo que vivi.

Pois bem, acho que esse mês passou depressa e devagar ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Comecei o ano de um jeito bem ruim, com o coração pesado e de cara feia. Tentei fazer com que essa energia não contaminasse todo meu 2019, afinal, passar o réveillon assim não é muito animador. Mas ok, vamos para uma ordem quase cronológica dos fatos.

  • Na segunda feira (31/12), comprei um planner e decidi que esse ano serei o mais organizada possível.  Apesar de dificilmente me esquecer do que tenho que fazer, manter essas obrigações apenas dentro da minha cabeça não me ajuda a cumpri-las, então tenho anotado cada um dos meus afazeres e a hora que preciso faze-los (para evitar a procrastinação). Isso tem me ajudado muito e não pretendo abandonar o uso de planner nunca mais.
  • Pela milésima vez, baixei aplicativo de exercícios físicos em casa. Cumpri por uns 15 dias e furei tudo novamente, mas dessa vez eu não pretendo desistir de tudo, vou recomeçar a me exercitar quantas vezes forem necessárias, até porque percebi que isso me dá energia.
  • Não importa se tenha algo importante pra fazer ou não, sempre me acordo às 07h (no máximo às 07h30). Dormir muito desperdiça minhas horas e estraga meu dia.
  • Esse mês também dei início às festividades de formatura. Dia 17/01 foi nossa aula da saudade, com o tema Neon Party. Foi bem divertida, amei me pintar com tinta neon e ficar com os joelhos doendo de tanto dançar funk.
  • Dia 22/01 foi o nosso culto ecumênico, um momento lindo e de muita emoção. Chorei horrores!
  • Dia 24/01 foi a tão sonhada colação de grau. Ao contrário do que imaginei, não foi um momento emocionante ao ponto de chorar e tudo mais, mas sim de ficar empolgada e aliviada. Recebi o canudo da minha professora de Penal 3, seria um sinal? Hahaha. Meus pais estavam muito contentes, principalmente a minha mãe que também pôde entrar comigo nesses dois momentos.
  • Estou voltando a ler aos pouquinhos. Já não vejo como algo negativo ler um livro fininho em uma semana. Ruim é não ler, certo? Concluí uma leitura bem proveitosa e até já resenhei aqui no blog. Só visitar esse post aqui.
  • Excluí os jogos que eu tinha no celular (The Sims e Design Home) para evitar distrações no dia a dia e fugir um pouco do meio digital; 
  • Tenho ajudado como voluntária em um escritório aqui na cidade. Faço apenas processos criminais, que é a seara em que desejo atuar, mas quero aprender a trabalhar com algumas causas cíveis também. Espero poder ganhar dinheiro logo :(
Acho que isso é o suficiente, rs. Sempre compartilho um pouco do meu dia a dia lá no instagram (@julianaaz_), então vocês podem me seguir por lá e acompanhar todos (ou quase todos) os melhores acontecimentos do mês em tempo real. Fevereiro temos baile de formatura, viu?! Não vejo a hora desse dia chegar...

Enfim, ao final do mês que vem, espero trazer boas novidades. Beijos!

a coragem de não agradar

Resenha: A Coragem de Não Agradar - Ichiro Kishimi e Fumitake Koga

Título: A Coragem de Não Agradar
Autor(a): Ichiro Kishimi e Fumitake Koga
Páginas: 272 páginas
Sinopse: "Com mais de 3 milhões de exemplares vendidos, A coragem de não agradar conta uma história capaz de iluminar nosso poder interior e nos permitir ser quem somos. Na periferia de uma cidade milenar vivia um filósofo que ensinava que o mundo era simples e que a felicidade estava ao alcance de todos. Certo dia, um jovem insatisfeito com a vida foi desafiá-lo a provar sua tese. Inspirado nas ideias de Alfred Adler – um dos expoentes da psicologia ao lado de Sigmund Freud e Carl Jung –, A coragem de não agradar apresenta o debate transformador entre um jovem e um filósofo. Ao longo de cinco noites, eles discutem temas como autoestima, raiva, autoaceitação e complexo de inferioridade. Aos poucos, fica claro que libertar-se das expectativas alheias e das dúvidas que nos paralisam e encontrar a coragem para mudar está ao alcance de todos. Assim como nos diálogos de Platão, em que o conhecimento vai sendo construído através do debate, o filósofo oferece ao rapaz as ferramentas necessárias para que ele se torne capaz de se reinventar e de dizer não às limitações impostas por si mesmo e pelos outros."

Sabem quando foi a última vez que resenhei um livro aqui no blog? Foi no dia 12/06/2017, sobre o livro outros jeitos de usar a boca. Não é louco isso?! Durante a faculdade, não tive maturidade e organização suficiente para conciliar os estudos com os hobbies, mas agora que estou formada, venho tentando equilibrar as áreas da minha vida.

Comecei o ano empenhada em concluir esse livro que comprei já tem um bom tempo em alguma das promoções fantásticas da Saraiva. Mesmo adotando um ritmo mais leve, foi bom ler algo que não seja curtas poesias. Além disso, o prazer da leitura foi dobrado em razão da  feliz surpresa que foi esse livro. Vem cá, conto tudo pra vocês.

Quando comprei o livro, não percebi que ele trazia uma abordagem filosófica e essa foi uma das coisas que me deixou com o pé atrás no começo da leitura, além da estranheza de perceber que a narrativa inteira é um diálogo entre um jovem e um filósofo, algo que jamais tinha visto antes. No primeiro momento, achei que tinha vacilado na escolha do livro, julgando-o apenas pelo título e sem prestar atenção em sua temática. Felizmente, fui surpreendida.

A Coragem de Não Agradar é uma proveitosa conversa  que dura cinco noites, entre um jovem frustrado e um filósofo inspirado nas ideias de Alfred Adler, figura que é um dos pilares da psicologia. Nesse diálogo, estando o jovem disposto a desconstruir todo o discurso do velho filósofo, eles debatem sobre autoaceitação, capacidade de mudar, sentimento de comunidade, conflitos, relações interpessoais, divisão de tarefas da vida e várias outras questões interessantes. Na maioria das vezes a leitura se torna densa, mas é justamente em razão dessa pegada filosófica. Você vai aprendendo várias coisas novas, mas é difícil assimilar tudo de uma vez.

Ao final do livro, é inevitável que você, assim como o jovem, desperte para uma nova maneira de enxergar a vida, as relações interpessoais e a si mesmo.

Talvez eu não tenha conseguido expressar de forma satisfatória o que o livro nos propõe a refletir, mas preciso reiterar o quão precioso foi aprender tanto sobre tudo através do ponto de vista da psicologia adleriana. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Alfred Adler antes, vocês já? Enfim, foi uma leitura completamente proveitosa e bem no estilo do que estou buscando agora: conhecimento que me leve a descobrir a mim mesma e aos outros.

Espero que tenham gostado do post e perdoem se essa resenha tá fraquinha, mas estou tentando voltar com esse conteúdo aos poucos. Comentem aqui embaixo se gostaram ou se já leram o livro. Beijos!

filmes e séries

Série da vez: Ordem na Casa com Marie Kondo

Sabe a Marie Kondo? Aquela japonesa simpática que dá várias dicas de organização? Tudo bem, eu também não li o livro "A mágica da organização" que ela escreveu, mas já ouvi falar sobre e achei bem interessante o método que ela usa. Como uma resposta do universo ao meu desejo de arrumar meu quarto - e consequentemente minha vida - nesse ano novo, a Netflix lança a série Ordem na casa com Marie KondoÉ pra isso que eu pago internet!

Não hesitei a começa-la, mas não imaginei que seria tão leve. 

A série conta com oito episódios e em cada um ela visita uma família diferente em todos os seus aspectos e necessidades, mas com o mesmo propósito: dar um jeito na tremenda bagunça que acumularam durante anos. É lindo ver o modo como as pessoas vão se descobrindo, descobrindo a família e a própria casa na medida em que organizam tudo. Mais que arrumação - de uma forma prática e objetiva - a consultoria da Marie vai nos mostrando como as coisas que mantemos ao nosso redor tem o poder de influenciar em quem somos, nos entristecendo e deixando ansiosos ou nos alegrando e deixando leve.

De alguma forma, associei organização a decoração, então acabei achando que a série trataria sobre isso também, mas estava enganada. Marie não ensina as pessoas a decorarem suas casas, muito menos dá ordens do que devem jogar fora ou não. Sua dica é muito simples: fique apenas com o que te faz feliz. Marie nos propõe a sentir (fisicamente e espiritualmente) cada um dos nossos pertences e avaliar se eles nos fazem feliz ou não, e então dá dicas clássicas de organizar de maneira mais eficiente e que ocupe menos espaço.

Por tudo que assisti e consegui reproduzir dentro do meu próprio quarto agora, as maiores lições da Marie Kondo são sobre te permitir entender o seu espaço. Ela chegou em casas que a pilha de roupas quase chegava ao teto, ou os cômodos estavam entupidos de objetos que a impediram até de ver o carpete, mas ela não julgou nenhuma dessas pessoas, apenas abriu uma chave para que se questionassem o que queriam levar para o futuro .

Além de ser muito fofa e sorridente, a maneira respeitosa e pouco invasiva com que trata os pertences das pessoas mostra um outro lado da organização, não como alguma coisa chata e cansativa, mas como um meio de nos conectarmos com que fomos, quem somos e quem queremos ser.

Pode parecer bobagem, mas considero que assistir a essa série tenha contribuído um pouco mais para o meu crescimento pessoal. Adquirir responsabilidade comigo e com o que quero para o meu futuro inclui ser responsável com tudo o que tenho, inclui me sentir feliz e acolhida com o que enxergo ao meu redor.

Vocês já tiveram a sensação de que a vida não vai dar certo se você não arrumar aquela gaveta de papéis hoje? Ou que o furacão que passou dentro do seu guarda roupa e a cama desfeita tornam seus dias ainda piores? Talvez seja um sinal terrivelmente adulto, mas penso muito sobre isso agora. Se a vida dentro do meu quarto não estiver funcionando, nada fora dele vai estar.

Então, se você quer começar o ano com o pé direito e sendo mais organizada, indico muito que assista Ordem na Casa com Marie Kondo, disponível na Netflix. Ah, não se esquece de deixar aqui nos comentários se você gostou do post e o que achou da série, caso vá assisti-la ou já assistiu. Beijos!

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"Devemos sempre acreditar que, por mais difícil que seja, lutar por aquilo que queremos não é perda de tempo."

- Anne Ferreira